Zé nasceu da união de seu Inocêncio com dona Ignorância, depois de 2 anos de casamento dona Ignorância continuava virgem. Quando foi perguntado pela ginecologista porque não tinha feito amor com dona Ignorância, Inocêncio respondeu: - eu não vou fazer safadeza com a minha mulher não.
Foi preciso a interferência do padre local que aconselhou Inocêncio a cometer esse pecado ao menos pela preservação da espécie. Enfim, depois de algum tempo, nasceu Zé,um menino feio de doer, esquelético, dentuço e muitos outros defeitos estéticos imperdoáveis ao padrão de beleza do ocidente e talvez do oriente.
Como era de se esperar, não tinha amigos no grupo escolar por causa de sua feiúra (todos querem estar próximos da beleza). Com o tempo, iria conhecer mais e mais a solidão, já que se aproximava da adolescência e os adolescentes não perdoam aos que fogem ao padrão. Em sua grande maioria, os adolescentes são cruéis, as meninas mantinham distância e os meninos o sacaneavam dioturnamente. Zé era tranquilo, não sentia sequer revolta resignando-se com o seu corpo.
Ao se tornar adulto, teve dificuldades até mesmo de conseguir emprego. Conseguiu, vamos dizer... um bico na prefeitura da cidade. Mulheres, nem pensar. O contato que mantinha com o amor era escutando por trás das portas os amores dos outros. Escutava-os e se apropriava das histórias alheias, que lhe serviam de inspiração para as estórias que inventava ao tomar banho no seu chuveiro das imaginações. Aos 30 anos, Zé continuava virgem, pois não admitia para si os amores profissionais das mulheres de aluguel.
Um dia foi chamado a uma recepção na prefeitura onde se fariam presentes o Prefeito e sua cobiçada mulher, cheia de charme e extremamente sexy. Dava pra ver pela cara da jovem mulher que há muito o marido preferia mais os palanques do que alcova. A sua linda face era só tédio. Tudo transcorreu com naturalidade, uma festa normal como muitas outras. Zé foi embora, dormiu cedo, o sono das pessoas que não alimentam qualquer esperança. Ao se levantar foi até a caixa dos correios para ver se tinha alguma conta a pagar, já que nunca recebera carta de ninguém. Quando notou uma linda carta com marcas de batom no papel. Abriu-a ofegante e leu rapidamente, quase não cabia dentro de si.
“Zé, gostaria de poder me encontrar com você em uma casa abandonada junto de um jardim florido no bairro das Pitombeiras. Hoje às 19 horas. Não vai me deixar esperando.”
Quem será, Pensou afoitamente. Quem será? Como soube que eu uso aquela cabana para chorar de vez em quando?
Naquele dia mal aguentou trabalhar, mais desatento do que nunca foi repreendido severamente pelo chefe e quase perdeu o emprego. Ao chegar na hora marcada, ninguém o esperava... mais alguns minutos... ninguém. Quando resolveu ir embora, uma voz surgiu por trás das árvores:
Foi preciso a interferência do padre local que aconselhou Inocêncio a cometer esse pecado ao menos pela preservação da espécie. Enfim, depois de algum tempo, nasceu Zé,um menino feio de doer, esquelético, dentuço e muitos outros defeitos estéticos imperdoáveis ao padrão de beleza do ocidente e talvez do oriente.
Como era de se esperar, não tinha amigos no grupo escolar por causa de sua feiúra (todos querem estar próximos da beleza). Com o tempo, iria conhecer mais e mais a solidão, já que se aproximava da adolescência e os adolescentes não perdoam aos que fogem ao padrão. Em sua grande maioria, os adolescentes são cruéis, as meninas mantinham distância e os meninos o sacaneavam dioturnamente. Zé era tranquilo, não sentia sequer revolta resignando-se com o seu corpo.
Ao se tornar adulto, teve dificuldades até mesmo de conseguir emprego. Conseguiu, vamos dizer... um bico na prefeitura da cidade. Mulheres, nem pensar. O contato que mantinha com o amor era escutando por trás das portas os amores dos outros. Escutava-os e se apropriava das histórias alheias, que lhe serviam de inspiração para as estórias que inventava ao tomar banho no seu chuveiro das imaginações. Aos 30 anos, Zé continuava virgem, pois não admitia para si os amores profissionais das mulheres de aluguel.
Um dia foi chamado a uma recepção na prefeitura onde se fariam presentes o Prefeito e sua cobiçada mulher, cheia de charme e extremamente sexy. Dava pra ver pela cara da jovem mulher que há muito o marido preferia mais os palanques do que alcova. A sua linda face era só tédio. Tudo transcorreu com naturalidade, uma festa normal como muitas outras. Zé foi embora, dormiu cedo, o sono das pessoas que não alimentam qualquer esperança. Ao se levantar foi até a caixa dos correios para ver se tinha alguma conta a pagar, já que nunca recebera carta de ninguém. Quando notou uma linda carta com marcas de batom no papel. Abriu-a ofegante e leu rapidamente, quase não cabia dentro de si.
“Zé, gostaria de poder me encontrar com você em uma casa abandonada junto de um jardim florido no bairro das Pitombeiras. Hoje às 19 horas. Não vai me deixar esperando.”
Quem será, Pensou afoitamente. Quem será? Como soube que eu uso aquela cabana para chorar de vez em quando?
Naquele dia mal aguentou trabalhar, mais desatento do que nunca foi repreendido severamente pelo chefe e quase perdeu o emprego. Ao chegar na hora marcada, ninguém o esperava... mais alguns minutos... ninguém. Quando resolveu ir embora, uma voz surgiu por trás das árvores:
- Vamos Zé, não tenho muito tempo.
Foi quando viu a bela figura da mulher do Prefeito mais maravilhosa do que nunca.
- Mas...
- Não fale nada, não tenho muito tempo.
E, como em um conto de fadas surrealista, Zé fez amor pela primeira e última vez em sua vida, como se aquela experiência dispensasse todas as outras. Ao terminar o ato, sentiu que a mulher se vestia rápida e nervosamente.
- Mas...
- Não me pergunte nada. Não sei porque e não terá outra vez. Não fale com ninguém.
Também....ninguém acreditaria. E tão rápido como chegou saiu apressadamente rumo ao carro que a esperava no outro quarteirão.
Foi o melhor e o pior dia de sua vida. Saiu caminhando lentamente e desapareceu na floresta assim como fazem os elefantes quando procuram um lugar para se despedirem da vida.
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Foi o melhor e o pior dia de sua vida. Saiu caminhando lentamente e desapareceu na floresta assim como fazem os elefantes quando procuram um lugar para se despedirem da vida.
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1 comentários:
muito bacana, gostei
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